Martelou a cabeça do dedão da mão esquerda. Derrubou o martelo que caiu espatifando o blindex da mesa. Esparramando a água do vaso de lalique, espalhando tulipas murchas no tapete persa. Ensopando os table books de arte erótica pré-colombiana. Meteu a mão na boca, chupou o dedão.
E chorou.
Não pelos cacos de vidro, mas pelos cacos da vida que caleidoscópio se faziam em miríades de saudade. Da casa onde o quadro na parede era a paisagem erma de quando aberta a janela. Onde o vaso de flores era uma lata velha, cortada a facão. Onde as flores eram secas como o céu. Onde o tapete era terra batida, amalgamada com todas as lágrimas. Onde o livro sobre a mesa só falava da Sagrada Família. Meteu a mão na boca, chupou o dedão.
E chorou.
Por fim. À vida. E pôs, com um caco de lalique.
E chorou.
Não pelos cacos de vidro, mas pelos cacos da vida que caleidoscópio se faziam em miríades de saudade. Da casa onde o quadro na parede era a paisagem erma de quando aberta a janela. Onde o vaso de flores era uma lata velha, cortada a facão. Onde as flores eram secas como o céu. Onde o tapete era terra batida, amalgamada com todas as lágrimas. Onde o livro sobre a mesa só falava da Sagrada Família. Meteu a mão na boca, chupou o dedão.
E chorou.
Por fim. À vida. E pôs, com um caco de lalique.
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