Ia alta a lua, clara a noite, em meio à madrugada quando o vento arreganhou as cortinas e as palavras voaram janela afora. Tentou retê-las correndo pelo quarto, pela sala, pela casa toda. Tentou detê-las agarrando-se a última que, lenta, pesada, triste, resistia ao vento. Pendurou-se nela feito rabiola e estatelou-se no asfalto agarrada à palavra Adeus.
21/05/2010
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