Creio num deus que não responde as minhas preces, ou responde com o divino silêncio. Um deus que se quer pacífico e semeia a guerra entre os sentimentos que me habitam. Um deus que se diz sereno e ordena terremotos e vulcões no que me é. Um deus que quando distante é tangível. Um deus que quando tangível é só distância. Um deus que de alpargata e gibão cavalga nas caatingas dos meus sonhos. Um deus que cozinha em caldeirão de estanho todas as palavras. Só as palavras.
21/05/2010
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