21/05/2010

Bem-me-quer, Mal-me-quer

Foi logo ali, na esquina do tempo onde a esperança marca encontro com o sonho. Um esbarrão, talvez quase que um tropeço ou um abraço, mas, um encontro. A mulher, cansada, subia a ladeira carregando às costas a mochila pesada, pois que plena de lembranças. O homem, despreocupado, descia a ladeira carregando sementes de um futuro marcado nos canteiros. Quase nada e foi o tudo. Posto que no encontrão espalharam-se as lembranças ladeira abaixo e a Mulher perdeu referenciais de todas as dores. Espalharam-se as sementes vida afora e o Homem perdeu os limites dos canteiros.

Foi logo ali, na esquina do tempo que a esperança dela encontrou com o sonho dele. Muito mais leves sentaram-se no meio fio, em meio ao fio de margaridas que brotavam transformando todas as dores em brincadeiras de bem-me-quer, mal-me-quer.

E quiseram


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