Começava a estrada de terra e o cheiro primitivo da vida. Exato instante em que o dia vira noite e todos os sons se fazem, em quase silêncio. Silenciosas fantasias. Imagens surgidas da sensação. Sensação que permite a posterior elaboração conceitual. Aristotélicos preceitos que a terra, o cheiro primitivo da vida, a natureza ignoram.
Riu de si mesmo imaginando como ela, a natureza, lhe cobraria adaptabilidade à sua simplicidade.
E na fantasia daquele instante, a viu. Um ser simples. Simplesmente uma mulher.
O absolutamente simples que absolutamente consiste apenas de si mesmo, em que essência - o pelo qual é o que é - e existência - seu fato de ser - são idênticos. Uma forma feminina indefinida na luz difusa do entardecer.
Uma mulher descalça e o cheiro primitivo de todas as noites, de todas as mulheres, de toda a vida. Os pés dela, molhados nas águas do rio, pisavam a terra da estrada, sabiam dos simples caminhos que ele pisava com mocassins italianos.
Parou o carro, abriu a porta e permitiu que o cheiro da terra, do rio, da vida, sentasse a seu lado. Nada disseram um ao outro. Ele, o homem, olhava para ela, a mulher. Ela, a mulher, olhava para ele, o homem.
Gesto simples de entrega, sem sorrisos ou dispensáveis palavras. Sem palavras ou dispensáveis sorrisos, ela se despiu.
Despiu-se da nudez do vestido simples que a fazia semelhante a qualquer mulher. Vestiu-se da nudez que a fazia única e idêntica a todas as mulheres. Expôs o colo, os seios, o ventre, as pernas, o sexo. E os olhos. E o olhar, despido de pudores, vestido de desejo o contemplou com os olhos de todas as mulheres. E a mão dela o acariciou por sobre a calça e era a mão de todas as mulheres. E expôs o macho.
Matar a fome e a sede. Beber da vida, o sêmen. Dar à terra, alimento. Ser rio e desaguar no oceano de todos os desejos
Ela vestiu-se e saltou do carro.
Pelo espelho ele a retrovisou. Uma fantasia. E a sua imagem desaparecia em meio às sensações que haviam se materializado há pouco, em espuma e sementes.
Riu de si mesmo imaginando como ela, aquela mulher... ...e fez a curva.
Riu de si mesmo imaginando como ela, a natureza, lhe cobraria adaptabilidade à sua simplicidade.
E na fantasia daquele instante, a viu. Um ser simples. Simplesmente uma mulher.
O absolutamente simples que absolutamente consiste apenas de si mesmo, em que essência - o pelo qual é o que é - e existência - seu fato de ser - são idênticos. Uma forma feminina indefinida na luz difusa do entardecer.
Uma mulher descalça e o cheiro primitivo de todas as noites, de todas as mulheres, de toda a vida. Os pés dela, molhados nas águas do rio, pisavam a terra da estrada, sabiam dos simples caminhos que ele pisava com mocassins italianos.
Parou o carro, abriu a porta e permitiu que o cheiro da terra, do rio, da vida, sentasse a seu lado. Nada disseram um ao outro. Ele, o homem, olhava para ela, a mulher. Ela, a mulher, olhava para ele, o homem.
Gesto simples de entrega, sem sorrisos ou dispensáveis palavras. Sem palavras ou dispensáveis sorrisos, ela se despiu.
Despiu-se da nudez do vestido simples que a fazia semelhante a qualquer mulher. Vestiu-se da nudez que a fazia única e idêntica a todas as mulheres. Expôs o colo, os seios, o ventre, as pernas, o sexo. E os olhos. E o olhar, despido de pudores, vestido de desejo o contemplou com os olhos de todas as mulheres. E a mão dela o acariciou por sobre a calça e era a mão de todas as mulheres. E expôs o macho.
Matar a fome e a sede. Beber da vida, o sêmen. Dar à terra, alimento. Ser rio e desaguar no oceano de todos os desejos
Ela vestiu-se e saltou do carro.
Pelo espelho ele a retrovisou. Uma fantasia. E a sua imagem desaparecia em meio às sensações que haviam se materializado há pouco, em espuma e sementes.
Riu de si mesmo imaginando como ela, aquela mulher... ...e fez a curva.
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