Ele, no escuro do bar. De costas. A cabeça meio inclinada na direção do copo e da cereja.
Ele gostava de Martini doce.
Nenhum espelho que a ela devolvesse olhos, sorriso, barba talvez já crescida àquela hora. De há muito. A outra hora. Desde o quando uma chave foi plantada no vaso de comigo-ninguém-pode.
Ela, no escuro do bar. Quando o viu passar a caminho da chuva que molhava a pressa de outras despedidas, acertou-lhe a nuca com um caroço de azeitona.
Ela gostava de Martini seco.
Ele gostava de Martini doce.
Nenhum espelho que a ela devolvesse olhos, sorriso, barba talvez já crescida àquela hora. De há muito. A outra hora. Desde o quando uma chave foi plantada no vaso de comigo-ninguém-pode.
Ela, no escuro do bar. Quando o viu passar a caminho da chuva que molhava a pressa de outras despedidas, acertou-lhe a nuca com um caroço de azeitona.
Ela gostava de Martini seco.
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